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O Silêncio como Ponto de Partida para a Criação Fílmica
A primeira fase do cinema, que possui seu marco inicial em 1895, teve enfoque no desenvolvimento mercadológico e nos experimentos feitos com as imagens em movimento. Mesmo tendo pretendido ser sonoro sempre, somente em 1927 com o vitaphone – sincronização entre som e imagem – os diretores passaram a ter controle total do que era exibido ao público. Assim, buscando explorar essa tecnologia, perguntas sobre a função do som dentro dos filmes começaram a surgir. A Statement on the Sound-Film (1928), difundindo o pensamento de que o som deve acrescentar outras ideias à cena, acabou influenciando diversas teorias. Dentre elas, as de Michel Chion e Claudia Gorbman, que por trazerem uma abordagem palpável contendo categorias exemplificadas, ganharam destaque. Investigando a relação entre essas teorias de Som-Imagem, o texto dispõe-se a expor o silêncio como ponto de partida para a criação musical. Silêncio não somente percebido como ausência de som, mas podendo ser composto por ruídos, ou seja, silêncios onde apenas os efeitos são ouvidos e a ênfase está no ambiente, somado a manipulação sonora, cria um catálogo, o qual pode servir de material composicional para a trilha audiovisual.
Páginas 289 -296.


Som e Música como elementos narrativos em Era uma Vez no Oeste (1968): análise da primeira sequência do filme.
A partir da investigação sonora da primeira sequência de Era Uma Vez no Oeste (LEONE, 1968) percebeu-se o potencial do som dentro processo de construção narrativa do filme. Os elementos sonoros da cena são quem constroem a música, bem como a trilha sonora da sequência. Assim, são as gravações de ruídos diegéticos advindos de técnicas provenientes da música concreta e ambientação derivada do sound design os responsáveis pela imersão no filme. Analisando a construção narrativa a partir do som, o artigo visa apresentar dados que demonstrem como essas relações entre ruídos diegéticos e música são estabelecidos e geram essa composição musical fílmica.
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